RESISTINDO NA CIDADE LINDA

Por: Andreza do Carmo

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Caixas de papelão, sacos de farinha e sacos de lixo, está difícil a sobrevivência na rua. Com criatividade, improviso e contanto com a solidariedade das pessoas, a resistência se mantem.

Ano vai e ano vem e a realidade não muda, pinta-se muros, plantasse arvores, lavam-se as ruas, e isso ainda não é o suficiente para a tal cidade linda.

Com prioridades estéticas o governo caminha sem se prevenir e sem soluções concretas para a mudança dessa realidade. Novos espaços de acolhidas se espalham nas periferias da cidade, no entanto a ação vem em conjunto com desapropriações cruéis.

Na rua a dinâmica é mais complexa, no frio se intensifica a rotina cíclica perturbadora diária, de conseguir alimentação, banho, medicação e dormida.

É difícil adormecer, muitas vezes o corote parece amenizar, e é aí que mora o perigo, ao dormir além do risco de hipotermia, acordar com os pertences não é garantido, pode passar alguém com muito frio também e levar tudo, e isso é mais comum do que parece.

Quem sobrevive a essa longa noite, tem a chance de um novo amanhecer, que muitas vezes começa com a ação de zeladoria, que no desejo de tornar a tal cidade linda, vem retirando o que restou de pertences daquela pessoa que resistiu naquela noite, e se inicia o ciclo novamente, para tentar garantir a sobrevivência e resistência de mais um dia.

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