História

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A preocupação com a situação da população de rua nasceu nos anos 80, quando a Conferência dos Bispos Latinoamericanos, em Puebla, no México, convocou a Igreja Católica a fazer a opção preferencial pelos pobres. O então arcebispo de São Paulo, Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, com seu entusiasmo profético, convocou a Igreja a fazer Puebla acontecer no centro da cidade. A Organização do Auxílio Fraterno (OAF) atendeu ao chamado do cardeal e iniciou a formação de comunidades, tais como: a Casa de Oração do Povo da Rua – na Luz, a Sopa Comunitária – no Glicério e a Missão dos Sofredores da Rua – Centro.

O objetivo inicial 

Foi neste contexto que padre Arlindo Dias (da Congregação dos Missionários do Verbo Divino – SVD) e os leigos Alderon Costa e Lenir Alburquerque idealizaram, em 1989, um projeto que se chamaria de Centro de Documentação e Comunicação dos Marginalizados (CDCM), posteriormente, Rede Rua de Comunicação. O projeto teve como objetivo “acompanhar e documentar a vida das pessoas que vivem em situações limites e suas organizações; divulgando e fazendo memória desses segmentos que vivem à margem da sociedade”.

A primeira sede 

A primeira sede deste projeto foi na torre da igreja do Bom Jesus do Brás (próximo ao Largo da Concórdia, em SP), cedida pelo pároco da época. Atualmente, funciona ainda no Brás, mas, em uma sede própria, próximo a Rua do Gasômetro.  

A primeira atividade

A principal iniciativa deste projeto de comunicação alternativo foi o Jornal “O Trecheiro”, com notícias sobre o Povo da Rua, que existe até hoje.  Ao longo de mais de 25 anos, as atividades da REDE RUA DE COMUNICAÇÃO se voltaram à documentar e registrar  os acontecimentos relacionados a população de rua e outros seguimentos dos excluídos. A divulgar e promover ação direta com a Pop Rua e ainda,  assessorar no âmbito da comunicação, entidades e projetos sociais. 

Com a mesma proposta inicial

Hoje, a Rede Rua de Comunicação, continua com a mesma proposta inicial, porém, mais profissionalizada tanto em equipe de trabalho, especializada na área de comunicação, quanto em equipamentos (câmeras, estúdio, ilhas de edição entre outros).

O projeto apoia movimentos e organizações sociais, dando suporte para a cobertura e divulgação de eventos, entre eles algumas parcerias históricas, como: o Curso de Verão do Ceseep, o Grito dos/as Excluídos/as; a Jornada da Moradia Digna, o Movimento Nacional da População de Rua (MNPR) entre outros grupos. 

Ainda, como forma de sustentabilidade, em parceria com a Agência FAZERCOM, oferece serviços com custos mais acessíveis para diversos eventos de organizações, pastorais, movimentos sociais entre outros coletivos. 

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